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"All we have to decide is what to do with the time that is given to us" J.R.R. Tolkien

Embrulhos do século XXI 11 de Dezembro de 2010

Filed under: Christmas — janelaverde @ 22:50
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Esta semana dei por mim a pensar na quantidade de papel de embrulho que utilizamos todos os anos e que quase automaticamente acaba no lixo. É verdade que os presentes ganham uma nova dimensão se estão embrulhados num papel especial, no entanto, mesmo que nos esforcemos, é praticamente impossível abrir uma prenda sem destruir parcialmente o papel, o que faz com que seja difícil reutilizá-lo. O resultado é uma tremenda acumulação de lixo. Qualquer pessoa que saia de casa no dia 25 de Dezembro à tarde sabe perfeitamente do que é que estamos a falar: contentores a deitar por fora, ecopontos no mesmo estado (e muitas vezes com resíduos que não lhes pertencem) e os passeios cheios de caixas, sacos e todo tipo de papéis coloridos.


Resolvi procurar soluções e, como sempre, a maioria das que descobri são tão bonitas como a versão original, mas adicionando uma grande dose de originalidade. Deixo aqui algumas ideias para embrulhar os presentes de natal.

 

1) A opção mais fácil e intuitiva é utilizar revistas ou jornais antigos (este vídeo mostra uma maneira fácil e bonita de embrulhar uma garrafa de vinho – só precisamos da imaginação).

 

 

2) Reutilizar mapas de viagem: hoje em dia viajamos bastante e qualquer turista que se preze arranja um mapa assim que aterra nalgum sítio desconhecido. Pessoas como eu, que guardo tudo, terão acumulados mapas das mais estranhas cidades do mundo, que provavelmente não vão voltar a utilizar. Estes mapas são perfeitos para fazer embrulhos, até porque costumam estar impressos em papéis muito resistentes.

 

 

3) Aproveitar bocados de tecido (como por exemplo aqueles cortinados do IKEA que não vou voltar a utilizar): dois nós e está feito.

 

 

4) Furoshiki: os japoneses, amantes dos pequenos detalhes, embrulham as prendas com uma técnica parecida ao origami, utilizando lenços quadrados – que podem passar a fazer parte do presente, e permitem a reutilização quase até ao infinito e das mais variadas maneiras. O resultado é incrível. Circulam pela internet muitos vídeos e guias que explicam as técnicas básicas de embrulhar com lenços. Este é um bom resumo:

 

 

5) Caixas de origami: existem muitas maneiras de fazer caixas, das mais variadas formas. Podemos aproveitar papel de qualquer tipo para embrulhar objectos com formas complicadas, e dar-lhes uma estrutura mais convencional.

 

 

6) Oferecer com sacos ecológicos: o embrulho passa a fazer parte do presente, e contribuímos a que quem receba a prenda passe a utilizar um saco reutilizável para ir às compras.

 

7) E as fitas, laços e afins? Também podemos fazer a decoração do embrulho com materiais reciclados – papel velho; sacos de plástico; tecido; cassetes de vídeo VHS, ou claro, adornos reciclados dos anos anteriores.

 

 

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«Pinheirinho, pinheirinho; De ramos verdinhos» 7 de Dezembro de 2010

Filed under: Christmas — janelaverde @ 19:05
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Invade-nos pouco a pouco o espírito natalício. Passam os dias, e começamos a pensar que é preciso arranjar um tempinho para decorar a casa. Embora existam e existirão sempre pessoas dadas a excessos, que iluminam o jardim ou a varanda com tanta intensidade que não deixam dormir os vizinhos, o comum dos mortais contenta-se com uma árvore de natal bonita, um presépio, talvez alguma velinha, e claro: presentes. No entanto, como acontece em todas as épocas festivas, muitos são os excessos cometidos: esbanjamos dinheiro, tempo, energia, comida… Será que podemos mudar esses hábitos?

Uma boa ideia é começar pelo princípio: a árvore de natal.


Nos Estados Unidos a tradição empurra a maior parte das famílias a escolher um dia especial, em que se reúnem e vão comprar um pinheiro de natal, normalmente recorrendo a algum comércio onde podem escolher e cortar o que preferirem. No entanto, nos países europeus (pelo menos nos mediterrâneos), talvez seja mais frequente que cada família tenha o seu pinheirinho de plástico. Entre outras coisas, porque não temos extensos bosques de pinheiros que nos tenham permitido desenvolver essa tradição. Um debate infindável entre ecologistas versa sobre os prós e os contras de comprar um pinheiro de verdade ou uma árvore de plástico.

Resumidamente, a grande maioria das árvores artificiais são feitas de PVC – um plástico derivado do petróleo e imensamente poluente. O PVC não se recicla, e o processo de fabrico dá origem a vários químicos cancerígenos. Para além disso, estas árvores têm chumbo na estrutura central, e embora não existam provas cientificas neste sentido, é possível que se libertem partículas de chumbo cada vez que montamos a decoração de natal. Partículas essas que vamos respirar quando estivermos a abrir as prendas. O único argumento a favor da utilização destas árvores é o que defende que são reutilizáveis, evitando assim o abate de árvores de bosque. No entanto, não é um argumento sólido. Em primeiro lugar, porque nenhuma família tem a mesma árvore muitos anos (temos a tendência a querer sempre uma maior), e também porque os pinheiros de natal verdadeiros provêm de plantações intensivas (ninguém anda por ai a abater florestas).

Não obstante, as árvores verdadeiras também podem ser uma fonte de problemas. O mais importante de todos, é que estes pinheiros são plantados em sistemas intensivos que, tal como o nome indica, são intensivos, ou seja, utilizam uma grande quantidade de pesticidas, herbicidas e fertilizantes para produzir pinheiros bonitos e verdes. Nos Estados Unidos existem algumas plantações de pinheiros ecológicas, mas não consegui encontrar nenhuma no velho continente.

Um problema comum a qualquer das duas opções: a proveniência. Não é muito ecológico comprar um pinheiro made in China (como é o caso da maioria dos artificiais), nem que venha de uma plantação que esteja a centos de quilómetros da nossa casa.

A opção mais ecológica, se não podemos prescindir do pinheiro de natal é comprar uma árvore envasada (com raiz), para mais tarde plantar no jardim. Se não temos jardim, talvez tenhamos em casa alguma planta com envergadura suficiente para fazer de árvore de natal (afinal…não tem muita importância o facto de ser ou não ser um pinheiro).

A melhor solução para o problema? A imaginação!


Compilei uma boa quantidade de ideias que encontrei dispersas pela net, e a maioria dão um resultado muito mais bonito que uma árvore de natal tradicional.

1) luminosa: (+) originalidade; (-) sol = ficamos sem árvore

2) bonito e barato: (+) poupamos espaço; (-) como é que a penduro na parede?

3) post-it: (+) super original; (-) precisamos da superfície adequada

4) de luzes: (+) elegância; (-) eficiência energética (de certeza que depois queremos ter as luzes ligadas o dia todo)

5) madeirinhas: (+) originalidade; (-) é caro (sim, vende-se) e não estou muito bem a ver uma maneira fácil de fazer uma coisa deste estilo

6) simples: (+) super bonito; (-) precisamos duma parede vazia, e uma mão que consiga desenhar bem

7) totem tree: (+) muita cor; (-) é caro (também se vende) e pequeno

8 ) cartão: (+) ecológico e fácil de guardar; (-) preço…(talvez alguém que tenha muito jeitinho consiga fazer uma parecida com caixas de cartão)

9) reciclagem de revistas: (+) muito fácil de fazer; (-) dificil de guardar (mas podemos reciclar)

10) a minha preferida : (+)  fantástica; (-) o trabalho que da encontrar todas as coisinhas e colá-las à parede; e o trabalho que dá descolar tudo umas semanas depois.

11) deitando mão a tudo (+) muito bonitos; (-) para quem tenha tempo (e muita paciência)

12) a da minha mãe (grande visionária): (+) reciclar uma árvore que tenha morrido no jardim;  (-) espaço para guardar o tronco durante o resto do ano

13) luzes II: (+) elegância; (-) eficiência energética (de certeza que depois queremos ter as luzes a funcionar o dia todo)

14) tábuas de madeira: (+) beleza; (-) precisamos de ter as tábuas e tempo para montar a árvore. E depois, onde é que guardamos a “instalação” até ao ano seguinte?

15) feltro e lã: (+) tamanho (perfeito para casas pequenas); (-) precisamos do material e de jeitinho para trabalhos manuais

16) com o escadote da obra do vizinho: (+) mais fácil não há; (-) talvez seja demasiado…

17) com garrafas de vidro: (+) pode ser enorme; (-) apta para os mais motivados

18) com latas: (+) não pesa tanto como a árvore de garrafas; (-) obriga a fazer publicidade as bebidas